WANDERLINO ARRUDA

CIRCO, MUNDO DE FANTASIAS

CIRCO, MUNDO DE FANTASIAS

   Wanderlino Arruda

Há pouco tempo, em Mirabela,
fui a um circo pobrezinho,
lona quase caindo aos pedaços,
um chão poeirento de fazer  dó,
arquibancadas mais velhas que o vendedor de ingresso.
A trapezista e o equilibrista, coitados,  
a gente não sabia se admirava ou tinha pena...
Parecia até a história do circo do Adauto Freire,
estória de um circo que acabou em Bocaiúva,
que ele contava com muita graça !


O circo, um acontecimento adorável,
quanta saudade renova na gente!
O que estava, em Mirabela, também era um circo!
Era um circo… E tinha palhaço!  

E um palhaço, velho ou novo,
mesmo descalço como o daquele pobre circo,
em maravilhosos trejeitos,
representa um mundo de fantasias,
é acridoce  poesia de sofrimento,
redesenho e halo de ilusão…


Um palhaço, sabendo ganhar
e com esportiva  sabendo perder,
é o que mais representa o circo,
um pouco de tudo que deveríamos ser,
para nunca deixarmos de ser felizes...


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